sábado, 5 de setembro de 2015

Kim Dickens fala sobre o momento que arrasou com Madison em “So Close, Yet So Far”


ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do segundo episódio da primeira temporada de Fear the Walking Dead, S01E02 – “So Close, Yet So Far” (Tão perto e, ainda assim, tão longe). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

É quando a sociedade se deteriora que grandes decisões precisam ser tomadas – decisões que podem determinar a vida e a morte, e decisões que podem custar outras vidas. A Madison de Kim Dickens teve uma decisão difícil para fazer no episódio de Fear the Walking Dead do último domingo, “So Close, Yet So Far”, quando sua filha Alicia quis ajudar um vizinho que estava sendo atacado. Madison optou pelo mais prático, ainda que menos heroico: manter a família em (relativa) segurança dentro de casa, enquanto o caos reinava no lado de fora.

A Entertainment Weekly conversou com Dickens sobre a grande decisão de Madison, assim como o momento de desespero que ela teve minutos antes, no banheiro, assim como sobre sua primeira morte de zumbi no apocalipse.

Entertainment Weekly: Você teve esta grande cena de ação, onde você acertou a cabeça do zumbi do diretor da escola com um extintor de incêndio. Conte-me como foi fazer uma cena tão física, e como enquadrá-la no resto.

Kim Dickens: Por que isso foi tão engraçado? ESTA é a questão. Eu deveria admitir que realmente é divertido matar zumbis? [Risos] Sabe, eu sou uma atriz e nós temos que fingir, e este é realmente um novo e grande desafio para mim, fazer todas estas cenas de ação. Ok, não é ficar dependurada em um avião, ou a demonstração de uma super habilidade. Nós estávamos interpretando personagens realmente verdadeiros, naqueles momentos realmente tensos e, você sabe, ela realmente não sabe como brigar ou matar.

Dito isso, ainda é divertido e realmente desafiador coreografar e executar estas cenas de luta, e foi muito legal. Tanto que eu fiquei mais ou menos tipo “Oh, eu só tenho cenas com diálogos hoje?” Eu acho que foi legal para todos nós, poder jogar com aquela intensidade e ter a chance de fazermos isso nós mesmos. Eu achei que ficou muito bom. Eu gostei do uso do extintor de incêndio.

Entertainment Weekly: Isso é pensar rápido, mulher!

Kim Dickens: Sim! Ela é rápida. Ela é realmente rápida e faz decisões rápidas, isso é certo.


Entertainment Weekly: Você tem uma cena após sua fuga da escola e da morte do zumbi, e você estava lavando o sangue de suas roupas na banheira, quando Madison finalmente se desespera por um segundo. O que está se passando na cabeça dela e por que tudo veio à tona naquele momento?

Kim Dickens: Foi o limpar aquele sangue todo. É difícil raciocinar as coisas daquela maneira. Eu penso no momento, no que está acontecendo, e que foi um momento de vida ou morte, onde ela tinha de fazer uma decisão rápida, e depois houve este momento onde ela estava só. Ela certamente teve que entrar e esconder aquilo dos filhos, bem como ela ainda irá esconder de Travis.

Mas estar ali sozinha, com o sangue de seu amigo na sua roupa, e o lavando, sabendo o que ela acabou de fazer… Eu acho que isso destruiu com ela, a quebrou naquele momento. E o quanto ela vai psicologicamente reconciliar aquilo consigo sem saber se aquela pessoa poderia ser curada, ou se estava morta, ou se era realmente perigosa? Eu acho que são momentos psicológicos interessantes para a nossa personagem.

E no momento em que Travis telefonou avisando que não poderia ir para casa, isso a quebra um pouco mais, entende? Antes de mais nada, eu não posso falar a ele o que aconteceu, e ele não vai conseguir vir para casa, e ninguém sabe o que está acontecendo, é aterrorizante e eu acho que, mesmo Madison sendo forte, ela vai ter momentos de desespero.


Entertainment Weekly: Há este grande momento no final em que Madison não deixa Alicia ajudar um vizinho que está sendo atacado. Nós estamos acostumados a ver o típico momento heroico em que alguém se arrisca, contra todas as expectativas, para salvar alguém, mas isso foi bem mais realista, uma vez que Madison se recusa a ajudar. Achei interessante porque agora estamos entrando em um momento em que Madison terá que decidir o que arriscar, quando arriscar e por quem arriscar. Então me fale da escolha que ela fez aqui.

Kim Dickens: Obviamente, ela recém tinha lutado com um morto-vivo na escola, e eu acho que esta é a decisão a ser feita. A coisa mais importante para Madison, eu acho, é manter seus filhos a salvo neste momento, e ela tem que tomar este tipo de decisão. De novo, o instinto serve para ajudar, seja nossos amigos, nossos vizinhos – mas ela já sabe que isso é perigoso. Então, é uma decisão difícil, mas eu acho que é o que faz este gênero tão atraente. É uma espécie de medo inato que todos nós tempos, ou o que faríamos se não fôssemos capazes de nos proteger? Assim sendo, não estamos protegidos também pelas pessoas que pensamos estar ali para nos proteger. O que faríamos. E aí eu acho que a mãe leoa se manifestou. Isso é proteger a sua prole.

Nenhum comentário:

Postar um comentário