quarta-feira, 18 de março de 2015

Análise: Metamorphosis - Episódio 4 de Resident Evil: Revelations 2


Por: Rodrigo Pscheidt (do site Arkade)

Depois de muito mistério e forte emoções, é chegada a hora do grand finale. Na sequência você confere nossa análise do último episódio de Resident Evil: Revelations 2!

AVISO IMPORTANTE 1: CUIDADO COM OS SPOILERS

Como já dito na análise do episódio 2, analisar jogos lançados de maneira episódica é complicado, pois queremos entregar o quanto antes nossas impressões ao leitor, ao mesmo tempo que devemos tentar respeitar o timing de quem opta por esperar o lançamento do jogo completo.


Novamente iremos tentar ao máximo evitar os spoilers no decorrer de nossas análises de cada episódio, porém, é simplesmente impossível falar da trama do jogo sem abordar alguns acontecimentos anteriores. Leia por sua conta e risco.

AVISO IMPORTANTE 2: FOCO NA HISTÓRIA

Nossas análises de Resident Evil: Revelations 2 irão se focar na trama da campanha. Já falamos do Raid Mode e das mecânicas de gameplay em nossa análise do episódio 1. Como esse tipo de coisa não muda muito de um episódio para outro, manteremos as atenções  no desenvolvimento narrativo do game.


Novamente, o Raid Mode ganhou mais alguns mapas e mais alguns avatares selecionáveis. Mas como o Raid Mode em si continua focado na ação rápida sem comprometer a narrativa, deixaremos ele de lado.

PARTE 1: CLAIRE E MOIRA

Após a intensa batalha [SPOILER ALERT] contra a monstruosidade que era Neil Fisher, nossas heroínas conseguem chegar ao centro de operações principal da ilha, onde os ambientes escuros e abandonados dão lugar à instalações super modernas cheias de escadas com luz neon  e terminais de monitoramento que vigiam toda a ilha.


A exploração nestes ambientes dura pouco, pois logo Claire e Moira estão cara a cara com a grande vilã que arquitetou tudo… ou não, pois há uma barreira de proteção entre elas, de modo que as duas podem apenas assistir enquanto a vilã executa o último passo de seu plano.

Para piorar, todo o complexo entra em processo de autodestruição, o que coloca Claire e Moira — mais uma vez — em uma corrida contra o tempo, fugindo enquanto o teto vai literalmente desabando sobre suas cabeças.

Claire e Moira em mais uma fuga alucinada.

Um fato dificultador interessante é que os besouros invisíveis — que só apareciam na campanha de Barry e Natalia  – estarão a solta neste momento. Como nem Claire nem Moira têm o dom de “sentir” os inimigos (como Natalia faz), você precisa ficar de olho na movimentação dos objetos do cenário (caixotes) para saber por onde eles estão passando, ou (se tiver) usar umas bombas de fumaça para revelar a posição dos bichos.

Se você conseguir chegar ao fim dentro do tempo, parabéns! A campanha de Claire e Moira acaba por aqui — sim, esse trecho é bem curtinho, mesmo — cabendo ao Barry e à pequena Natalia a missão de dar um desfecho definitivo para a trama.

PARTE 2: BARRY E NATALIA

Após o sinistro final do episódio anterior, Natalia parece um pouco… estranha, mas logo volta ao seu estado normal para ajudar Barry a encontrar novamente a trilha da responsável por todas as bizarrices que assolaram a ilha.

Dica: use Natalia para enxergar o ponto fraco dos inimigos e economize munição atirando direto no ponto certo.

Passando por túneis sinistros, fábricas desativadas e até grandes guindastes industriais, Barry e Natalia novamente precisam unir suas forças para superar obstáculos, especialmente no trecho do guindaste, que envolve um pequeno puzzle, de modo que um deve operar o mecanismo enquanto outro fica na “cestinha” e pode acessar outros lugares.

Se você chegou até com bastante munição achando que ia se dar bem, pense de novo: os inimigos vêm em grandes grupos na reta final do jogo, e o stealth quase nunca é viável, pois os monstros raramente estão sozinhos. O headshot continua sendo a melhor opção nessas horas, mas você também pode utilizar garrafas explosivas para eliminar vários alvos simultaneamente.

Nos túneis com gás venenoso, mantenha-se em lugares altos para não morrer asfixiado.

Um trecho excepcionalmente desafiador desta parte envolve uma rede de túneis cheia de gás venenoso. Barry e Natalia podem prender a respiração por alguns segundos, mas se ficar ali por tempo demais, é game over na certa.

Busque sempre lugares mais altos para ficar acima da névoa de gás, e tente dar cabo dos inimigos lá de cima. Fique ligado, pois mesmo inimigos que estão caídos “de bobeira” pelo cenário podem levantar, use e abuse do seu sniper para dar cabo deles de longe.

Curiosamente, no meio de tantos túneis escuros, chegamos em um lugar que parece pensado para gerar nostalgia: diversos cômodos e corredores do complexo remetem à boa e velha  mansão de Resident Evil, com lustres, poltronas, mesas de jantar e outros elementos “chiques”.

Não parece um cenário típico da mansão do primeiro Resident Evil?

Depois que o sistema de exaustão do complexo é finalmente religado e o gás é extraído do ambiente, Barry e Natalia enfim podem descer ao nível mais baixo da instalação, onde a grande vilã nos espera. Obviamente [SPOILER ALERT] ela irá infectar a si mesma com o vírus para se tornar uma criatura grotesca, e caberá a você dar um fim no monstro.

Tome um cuidado especial com Natalia — que é o verdadeiro alvo do monstro — e evite desperdiçar munição em braços ou pernas: concentre seus tiros no peito e no pescoço, que são as partes mais vulneráveis do bicho. Se acabar sua munição (isso aconteceu comigo), use a combinação faquinha + esquiva e tenha um bocado paciência.

Como de praxe, a reta final do game envolve uma batalha contra um monstrengo sinistro.

Derrotado o monstro, é só curtir o final de Resident Evil: Revelations 2… não pera!

DOIS FINAIS DIFERENTES

Sim, meu caro: como nos games clássicos da série, aqui temos duas possibilidades de finais diferentes, o final “bom” e o “ruim”. Como o nome sugere, as coisas acabam até que bem em um e bem mal no outro, o que pode causar certa frustração para quem, inadvertidamente, acabar fazendo o final ruim.


Fique avisado do seguinte: o que determina qual final você verá é [SPOILER ALERT] um fato que ocorre no capítulo 3, mais precisamente na boss battle que Claire e Moira encararam na semana passada. O que rolou lá — e somente isso — é o que define qual final você vai ver. Boa sorte!

OS EPISÓDIOS EXTRAS

Quem adquirir a versão em disco do game ou pegou o season pass, levou “de brinde” dois episódios extras: A Mocinha e O Conflito. Estes episódios se passam em momentos distintos: o de Natalia serve com um prelúdio, já o de Moira se passa após o desfecho da campanha de Claire, servindo como elo de ligação para a campanha de Barry.

Natalia original (de branco) e a Natalia do mau (de preto) precisam trabalhar juntas no episódio extra.

No episódio de Natalia, conhecemos um pouco do “lado mau” da garotinha, que é personificado como uma versão dela mesma em outra roupa. A Natalia “original” não tem suas habilidades de “sentir” os monstros, de modo que sua versão malvada — que não pode ser detectada pelos inimigos — é quem “marca” os inimigos. Não há combate, e Natalia precisa obrigatoriamente passar em modo stealth por todos os perigos; caso ela seja vista, é game over.

Já o trecho de Moira [SPOILER ALERT] se passa nos meses que separam a campanha de Claire da de Barry. Após [SPOILER ALERT] ser soterrada durante a fuga do complexo, a jovem é salva por aquele velhinho que ela e Claire encontraram vivendo no esgoto, lá no terceiro episódio.

Esse é o velhinho que aparece de volta no episódio extra de Moira.

Junto do velho, a vida de Claire se resume a buscar suprimentos e se manter viva. Cada trecho do episódio deve ser completado em um limite de tempo, e você precisa ter “rações” para tentar de novo, caso falhe. Não é necessariamente difícil, mas acrescenta um grau de tensão extra.

Pessoalmente, eu gostaria que o episódio de Natalia tivesse sido disponibilizado antes, para conhecermos a personagem antes da campanha em si, e que o de Moira fosse encaixado onde deveria ser (“no meio” do quarto episódio).

Em seu episódio extra, Moira precisa encarar seus fantasmas do passado e usar armas de fogo.

Ainda que a campanha funcione bem com seus 4 episódios, estes dois extras têm sua importância narrativa, mas é fato que muitos jogadores irão ignorá-los por serem “extras”, quando na verdade eles são um pouco mais importantes do que isso.

CONCLUSÃO

Analisando como um todo, Resident Evil: Revelations 2 é um jogo incrível, que resgata um pouco do que havia de bom nos primeiros games — a escassez de munição, os puzzles — sem deixar de lado a ação que consolidou a série nos últimos tempos. Tudo isso acompanhado de um bem-vindo modo cooperativo que altera bastante a dinâmica do jogo.


Posso dizer com sinceridade que Revelations 2 foi, para mim, muito melhor do que Resident Evil 5 ou 6, e tão bom quanto o primeiro Revelations, com uma boa história cheia de mistérios, um gameplay sólido e acessível e uma preocupação válida em inserir este spin off no cerne da mitologia da série.

Ouso dizer que o formato episódico valoriza ainda mais o game: com cliffhangers bem colocados ao final de cada episódio, a Capcom acertou no timing da narrativa, criando aquele feeling de série de TV e conseguindo deixar o jogador realmente na expectativa.


Se você não comprou os episódios separadamente, vale ressaltar que o jogo será lançado completo (com os episódios extras) em disco ainda esta semana, com um preço mais acessível, um artbook, conteúdo extra para o Raid Mode e outros mimos.

Independente do formato escolhido, uma coisa é certa: se você é fã de Resident Evil, não deixe de jogar Resident Evil: Revelations 2, pois ele é, sem dúvida, um dos melhores games da série lançado nos últimos tempos.


Resident Evil: Revelations 2 foi lançado em formato episódico no decorrer das últimas semanas. O último episódio, Metamorphosis, chegou ontem/hoje às redes PSN, Live e Steam.

Via: Arkade

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