quinta-feira, 12 de março de 2015

Análise: Judgement – Episódio 3 de Resident Evil: Revelations 2


Por: Rodrigo Pscheidt (do site Arkade)

A luta pela sobrevivência (e por respostas) de Claire, Moira, Barry e Natalia continua no mais eletrizante episódio de Resident Evil: Revelations 2 (até agora). Confira nossa análise do 3º episódio na sequência!

AVISO IMPORTANTE 1: CUIDADO COM OS SPOILERS

Como já dito na análise do episódio 2, analisar jogos lançados de maneira episódica é complicado, pois queremos entregar o quanto antes nossas impressões ao leitor, ao mesmo tempo que devemos tentar respeitar o timing de quem opta por esperar o lançamento do jogo completo.


Novamente iremos tentar ao máximo evitar os spoilers no decorrer de nossas análises de cada episódio, porém, é simplesmente impossível falar da trama do jogo sem abordar alguns acontecimentos anteriores. Leia por sua conta e risco.

AVISO IMPORTANTE 2: FOCO NA HISTÓRIA

Nossas análises de Resident Evil: Revelations 2 irão se focar na trama da campanha. Já falamos do Raid Mode e das mecânicas de gameplay em nossa análise do episódio 1. Como esse tipo de coisa não muda muito de um episódio para outro, manteremos as atenções  no desenvolvimento narrativo do game.


Sendo justo, o Raid Mode ganhou mais alguns mapas e mais alguns avatares selecionáveis: Mas como o Raid Mode em si continua focado na ação rápida sem comprometer a narrativa, deixaremos ele de lado.

PARTE 1: CLAIRE E MOIRA

A sorte definitivamente não está do lado das meninas. De uma tacada só elas conseguiram perder a carona para fora da ilha e também perderam a pequena Natalia, com quem haviam se encontrado anteriormente. Além disso, Neil, parceiro de Claire que ficou de encontrá-las posteriormente, também desapareceu.

Russo é o idioma padrão por aqui. Mas não se preocupe, pois tudo está legendado em português.

Assim, Claire e Moira precisam reunir coragem para explorar novos locais tenebrosos da ilha para encontrar não apenas uma maneira de sair dali, mas também pistas do paradeiro de seus amigos. De fábricas abandonadas a um horripilante e sangrento matadouro, a tensão só aumenta em “Judgement”.

Um matadouro é sempre um cenário propício para cenas de horror e tensão.

O trabalho em equipe continua sendo fundamental para a sobrevivência da dupla, especialmente na reta final, onde todo o complexo está indo pelos ares e elas precisam correr por caminhos separados, com Moira liberando válvulas para permitir o avanço de Claire.

A boss battle que a Claire encara é bem intensa.

Ao final do episódio, [SPOILER ALERT] uma traição — que já vinha sendo antecipada por alguns documentos — é consolidada, e dá origem a um novo vilão, o que culmina em uma boss battle bem interessante. Ao final de seu trecho da campanha, as duas conseguem adentrar “o coração da ilha”, onde todas as respostas devem ser reveladas (ao menos é o que a gente espera).

PARTE 2 – BARRY E NATALIA

Após um dramático encontro com uma figura sinistra que parece disposta a caçar a pobre Natalia, Barry e sua pequena companheira conseguem escapar, mas acabam presos em uma espécie de esgoto, onde o trabalho em equipe é fundamental para o progresso.

Natalia gira uma válvula que abre a comporta abaixo, permitindo o avanço de Barry.

Natalia fica em uma área do cenário, operando mecanismos que abrem caminho para Barry, que por sua vez deve usar suas armas para se defender e limpar o caminho para a garota. Reforço a dica: se tiver um player 2, jogue o modo cooperativo em tela dividida. Facilita demais a vida de ambos.

Quando enfim conseguem sair dali, eles vão parar em uma espécie de fábrica, onde Barry deve carregar geradores de força para alimentar portas automáticas e elevadores. Um pequeno puzzle envolvendo esteiras rolantes te espera, mas considerando que elas irão te ajudar a transportar os geradores para lá e para cá, vale a pena.

Barry utilizando uma esteira rolante para levar o gerador até outra parte do cenário.

Um novo boss aparece nesta parte, e embora não seja necessariamente interessante ou criativo, oferece uma boa briga. Ao final do episódio, [SPOILER ALERT] Barry e Natalia se veem cara a cara com a grande vilã, que está pronta para dar cabo da garota com as próprias mãos… mas algo estranho acontece, e fica para o quarto episódio a missão de botar “os pingos nos is” e dar um final digno para esta instigante história.

Barry encara um monstrengo/boss fruto do Uroboros.

UMA EXPERIÊNCIA FIEL ÀS ORIGENS

Até o momento, este foi de longe o melhor episódio de Revelations 2 para mim. Ainda que os dois anteriores também tenham sido muito bons, este aqui está muito parecido com os primeiros jogos da série, mesclando momentos de pura tensão com puzzles muito bem sacados.

Se até agora não tínhamos visto verdadeiros puzzles no jogo, aqui eles aparecem com tudo, e o das lápides (que é totalmente opcional) é muito interessante, trazendo de novo aquelas pistas que são textos confusos, meio poéticos, que carecem de uma boa dose de interpretação do jogador.

O puzzle das lápides é totalmente opcional, mas muito bem sacado.

Já este outro puzzle envolve uma estátua de Prometeu, aquele do mito grego do fígado comido pela águia.

Tendo de lidar com grupos grandes de inimigos — aqueles chefes do episódio 2 se tornam praticamente comuns aqui, e aparecerem umas 3 vezes –, o jogador precisará levar ao limite sua precisão no gatilho, suas habilidades de sobrevivência e seu raciocínio lógico/capacidade de interpretação.

Este episódio parece ter sido pensado para causar certa nostalgia: temos puzzles, áreas cheias de inimigos, armadilhas mortais (e puzzles envolvendo armadilhas mortais), mistério, fuga de um lugar prestes a ir pelos ares (o cronômetro neste trecho é implacável), e outros elementos bem típicos dos bons tempos de Resident Evil.

Cronômetros e lugares explodindo: isso é tão Resident Evil! =D

Em paralelo a tudo isso, vamos encontrando novos personagens e documentos que apresentam de maneira lúgubre o declínio da ilha perante o poder (e o dinheiro) daquela que deve se revelar como a grande vilã do jogo. Chega a ser triste ver como um lugar que era tranquilo e pacífico foi corrompido pelos gélidos dedos da ganância e do bioterrorismo típicos da série.

Para completar, temos revelações que amarram os acontecimentos da ilha aos “incidentes” na África (visto em Resident Evil 5) e em Terragrigia (visto em Resident Evil: Revelations) e conectam o T-Phobos a outros vírus derivados do T-Virus, como o Uroboros e T-Abyss, o que é legal para “encaixar” Revelations 2 na mitologia da série de forma coerente.


CONCLUSÃO

Mantendo a escassez de munição típica da série e trazendo de volta puzzles bem contextualizados e interessantes, este terceiro episódio de Resident Evil: Revelations 2 se destaca como o melhor (até agora), com boas reviravoltas, ação na medida certa e revelações que fazem jus ao Revelations do título.

Considerando que o episódio da semana que vem será o derradeiro desfecho do game — lembre que os episódios extras servirão basicamente como prelúdios para introduzir Moira e Natalia — a expectativa por aqui está “over 9000”, pois o andamento da trama está realmente envolvente.

Fique ligado, pois na semana que vem traremos mais uma resenha do quarto e último episódio de Revelations 2, “Metamorphosis”!


Via: Arkade

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