quinta-feira, 5 de março de 2015

Análise: Contemplation – Episódio 2 de Resident Evil: Revelations 2


Por: Rodrigo Pscheidt (do site Arkade)
     
Foi lançado ontem “Contemplation”, o segundo episódio de Resident Evil: Revelations 2. Confira nossa análise na sequência e continue sua sinistra aventura ao lado de Claire e Barry!

AVISO IMPORTANTE 1: CUIDADO COM OS SPOILERS

Analisar jogos lançados de maneira episódica é um tanto quanto complexo. Por um lado, queremos entregar o quanto antes nossas impressões ao leitor. Por outro, não queremos estragar a experiência de quem opta por esperar o lançamento do jogo completo.

É fato que iremos tentar ao máximo evitar os spoilers no decorrer de nossas análises de cada episódio, porém, é simplesmente impossível falar da trama do jogo sem abordar alguns acontecimentos do episódio anterior.


Então, fique avisado: teremos spoilers leves no decorrer do texto, devidamente sinalizados com um [SPOILER ALERT] na frente, e a maioria deles é referente ao episódio anterior. Leia por sua conta e risco.

AVISO IMPORTANTE 2: FOCO NA HISTÓRIA

A partir de agora, nossas análises irão se focar na trama da campanha. Já falamos do Raid Mode e das mecânicas de gameplay em nossa análise do episódio 1 (http://www.dia-z.com/2015/02/analise-colonia-penal-episodio-1-de.html). Como esse tipo de coisa não muda muito de um episódio para outro, manteremos as atenções  no desenvolvimento narrativo do game.

Sendo justo, o Raid Mode ganhou mais alguns mapas e dois novos avatares selecionáveis: Pedro e Gabe, que são companheiros de Claire na Terra Save. Mas como o Raid Mode em si continua focado na ação rápida sem comprometer a narrativa, deixaremos ele de lado.

PARTE 1: CLAIRE E MOIRA

Enquanto se acostumam com a ideia de [SPOILER ALERT] estarem em uma ilha remota cheia de aberrações sinistras, nossas heroínas vão explorando o lugar e descobrindo um pouco mais dos segredos sombrios que o lugar esconde.


Para começar, temos algumas novas revelações em relação ao vírus com o qual ambas foram infectadas: o T-Phobos é mais uma variação do nosso bom e velho T-Virus, cuja fórmula original se desmembrou em vários outros, que foram salpicados por toda a franquia.

Este novo vírus, porém, tem um diferencial terrível [SPOILER ALERT]: ele se fortalece e toma conta do organismo hospedeiro de acordo com o nível de medo do infectado. As pulseirinhas misteriosas que Claire, Moira, Natalia e diversos outros personagens utilizam é justamente um medidor de medo, para que as cobaias tenham uma espécie de controle de seu medo na esperança de evitar a infecção completa.

Além de ser um comunicador, o bracelete mede o nível de medo de cada “cobaia”.

Claro que nem sempre eles conseguem fazer isso, e [SPOILER ALERT] já na primeira meia hora de episódio, um dos companheiros da Terra Save de Claire sucumbe ao vírus. Os demais infectados aparentemente, estão em diferentes níveis de contaminação pelo T-Phobos.

Conforme avançam, Claire e Moira vão encontrando documentos e diários (escritos em russo) que aprofundam todos os segredos sinistros que envolvem a ilha e os experimentos que ali foram feitos. Temos mais variação de cenários agora, passando por um prédio abandonando, passando por túneis e chegando à ruas nem tão desertas.

Claire e Moira encontram Natalia.

Ali pela metade do episódio, as duas encontra Natalia, que é a companheira de Barry em sua campanha. A garotinha é menos participativa aqui, mas tem um papel importante afinal, como ficou claro no episódio anterior [SPOILER ALERT], há uma lacuna de 6 meses entre as campanhas de Claire e Barry, ou seja, eles estão no mesmo lugar, mas em períodos diferentes.

O gameplay segue a mesma fórmula do episódio anterior, com as duas tendo que trabalhar em equipe para superar os obstáculos. A combinação de lanterna + ataques continua sendo essencial nos combates, ainda que Claire acabe o episódio melhor equipada.

O boss que Claire e Moira enfrentam solta até bolas de fogo! Abuse da esquiva para escapar!

Por melhor equipada não entenda mais cheia de munição: sendo fiel ao gênero survival horror, o episódio 2 continua oferecendo munição bem limitada, mas aumenta exponencialmente o número de monstros na tela. Vez ou outra algum NPC da Terra Save aparece para ajudar, mas sempre que puder, resolva as coisas com chutes, facadas ou o pé de cabra de Moira.

Ao final da parte de Claire e Moira, fica claro que elas não conseguirão sair da ilha tão cedo, e que o local esconde alguns segredos ainda mais horripilantes, que serão descortinados no próximo episódio.

PARTE 2: BARRY E NATALIA

Saindo da torre de comunicação que originou o pedido de socorro de sua filha, Barry descobre que sua filha se dirigiu para uma outra torre, que se eleva no horizonte. Sua pequena parceira, Natalia, conta  que esteve com Moira no caminho até lá, o que reforça as esperanças dele se reencontrar com a filha.

Barry pede que Natalia o leve para onde Moira foi.

No caminho até lá, a dupla irá passar por alguns cenários bem mais variados, como um vilarejo decrépito e até um pequeno playground. O gameplay aqui valoriza muito mais a abordagem stealth, e em muitos casos você pode economizar preciosos tiros indo até um inimigo que esteja de costas e eliminando-o com o takedown da faca.

Outro detalhe interessante: para valorizar o dom de Natalia, é introduzido um novo tipo de inimigo — uma espécie de besouro gigante — e pasme, ele é invisível! Para detectá-lo, você deve vislumbrar sua “aura” (que é avermelhada) com a garotinha, para então atirar onde ele deve estar com Barry. Novamente, o jogo cooperativo em tela dividida facilita bastante as coisas por aqui.

Em modo stealth, Barry está pronto para executar um takedown em um inimigo.

Como já ficou claro para o próprio Barry, [SPOILER ALERT] alguns dos inimigos que ele encontra na ilha têm muita similaridade com os Uroboros, inimigos vistos em Resident Evil 5 cuja mutação foi causada por uma variação do Progenitor Virus. Caso você não saiba, o vírus Uroboros foi criado por ninguém menos que Albert Wesker, que, como você deve saber, é o maior vilão da série.

Embora Claire e Moira também enfrentem um chefe, a boss battle de Barry é um pouco mais complexa, e envolve [SPOILER ALERT] ninguém menos que o parceiro de Claire que vimos sucumbir ao vírus lá no início do episódio. Equipado com uma enorme broca — que será bem útil no futuro — o sujeito é duro na queda e tem pontos fracos bem específicos.

A boss battle de Barry é contra um infectado com uma broca gigante. Mire nos “olhos” espalhados pelo corpo e tente não ser encurralado.

CONCLUSÃO

Novamente, o desfecho da campanha de Barry e Natalia deixa um gancho super enigmático, conseguindo não só nos deixar curiosos, como também entrelaçar a trama de Revelations 2 com a já consolidada mitologia da série de formas bem intrigantes.

A Capcom pegou a manha do formato episódico, e a “retrospectiva do episódio anterior” e as “cenas do próximo episódio” que rolam ao início e ao fim conseguem te manter sempre ligado na história e no hype pelo que vem por aí.


Impossível não ficar ansioso pelo próximo episódio, que sai na semana que vem! Fique ligado! ;)

Via: Arkade

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