sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

REVIEW The Walking Dead S05E11 – “The Distance”: Nem tudo que reluz


Confiar ou não confiar: eis a questão. Em “The Distance”, este é o ponto principal do episódio. Há ainda algum espaço para acreditar nas pessoas? Existem duas respostas possíveis para esta pergunta e Rick e Michonne representam tais posturas. Por um lado, as últimas experiências envolvendo comunidades não foram muito promissoras. Por outro, esta pode ser uma oportunidade de encontrar O lugar realmente seguro.

Rick precisou lutar pelo menos duas vezes com gente oriunda de lugares, a primeira vista semelhantes à Alexandria. Já Michonne escapou por pouco de um lugar tão aparentemente promissor quanto Alexandria, mas foi recebida muito bem na prisão. Desta forma, como culpar Rick por ser cauteloso? Ou Michonne por ser esperançosa?

Entretanto… Eu tenho que dizer que o soco que Rick deu em Aaron me pegou de surpresa. Eu esperava hostilidade, sim. Mas aquele soco realmente foi inesperado. De fato, o grupo como um todo deixou de ter um papel passivo quando se trata de encontro com possíveis ameaças. Afinal, só por que são boas pessoas não quer dizer que não irão matar. Eles se tornaram o grupo a ser temido, literalmente. Enquanto Aaron estava amarrado no celeiro, eu comecei a me perguntar se Rick estaria cogitando usar tortura para obter as respostas que queria.


Não ajudou muito o fato de o novo personagem ser extremamente evasivo e estranhamente educado e sorridente. Quais as reais intenções de Aaron? Por que ele levava um sinalizador na mochila? Por que seguia o grupo à distância? Por que não havia nenhuma foto dos moradores da tão maravilhosa comunidade? Por que ele se recusou comer a geleia de maçã logo de início? Para quem não leu os quadrinhos, esses são questionamentos reais, pois para cada pergunta Aaron tem respostas lógicas e plausíveis.

E mais uma vez, a produção da série soube explorar as incertezas e plantar a dúvida de tal forma que, até o final do episódio, não se sabe se Alexandria é um misto de Woodbury com Terminus, ou de fato um refúgio.

Santuário ou não, Alexandria representa um ponto de descanso na trama, que vinha em ritmo acelerado desde o início da temporada. Tal mudança traz novas possibilidades para a série. Entre a terceira e quarta temporadas, por exemplo, houve um pulo no tempo. É possível que eles utilizem essa mesma jogada, caso Alexandria seja de fato um lugar em que o grupo possa ficar.

É claro que, considerando que uma cura não está nos planos de Robert Kirkman, a tranquilidade dos sobreviventes é sempre momentânea. Resta aguardar o próximo grande obstáculo da vez.


Observações:

– Um dos pontos interessantes neste episódio é a relação entre Aaron e Eric, seu namorado, ser mostrada abertamente. Não que isso seja um tabu na televisão americana como é na brasileira, mas o fato é que entre os fãs as reações foram as mais diversas. (A propósito, se você acha que não tem problema um programa abordar canibalismo, estupro, pedofilia, assassinato, tortura, entre outras coisitas, mas se dói todo quando vê um casal homossexual, tá na hora de rever os conceitos, parça).

– A dinâmica entre Rick e Michonne está ficando cada vez mais interessante. Não acredito que deverá evoluir para algo romântico, mas sem dúvidas trata-se de uma relação de companheirismo. Ela é um contraponto a Rick. Alguém capaz de fazê-lo repensar suas ações e decisões, diminuir o ritmo e pensar mais calmamente.

– Abraham parece estar retornando a sua forma normal. Tão normal quanto Abraham é.O que você achou do episódio “The Distance”? Quais são seus pensamentos sobre todos os acontecimentos e o que você espera ver no próximo episódio, S05E12 – “Remember” (Lembrar)? Deixe tudo nos comentários abaixo.

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