terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Scott M. Gimple defende a perda trágica do grupo e traz prévia do que vem pela frente na 5ª temporada


The Walking Dead sofreu uma perda devastadora no final de meia temporada no último domingo (30 de novembro). Após mais de três temporadas com a série, a Beth Greene de Emily Kinney foi surpreendentemente morta após um confronto com sua raptora, Dawn (Christine Woods). Imediatamente após o tiro que matou Beth, Daryl (Norman Reedus), atordoado, rapidamente atira e mata Dawn, libertando as pessoas do Grady Memorial de sua ditadura.

Logo em seguida, o grupo é novamente reunido quando Maggie (Lauren Cohan), Glenn (Steven Yeun), Abraham (Michael Cudlitz), Eugene (Josh McDermitt), Tara (Alanna Masterson) e Rosita (Christian Serratos) chegam ao hospital, esperando encontrar Beth e Carol (Melissa McBride) vivas e bem. Somente Maggie – que não estava exatamente sofrendo ou procurando por Beth em toda a temporada – cai de joelhos em tristeza quando avista Daryl carregando o corpo ensanguentado de Beth para fora do prédio.

Em outro lugar, Morgan (Lennie James) voltou para encontrar o mapa de Abraham para Rick (Andrew Lincoln) com uma mensagem dizendo para ir à Washington em mais uma cena final excelente e a ação desastrada do Padre Gabriel (Seth Gillian) que custou a igreja ao grupo, deixando todos sem um lugar seguro para velarem seus mortos.

O Hollywood Reporter conversou com Scott M. Gimple para discutir o episódio e o que vem pela frente quando os oito episódios restantes da quinta temporada retornarem em fevereiro.

Foi a hora de Beth morrer?

Scott M. Gimple: Eu já estava planejando isso desde a quarta temporada; de forma geral. Nós ajustamos exatamente o que deveria ter nessa temporada. Tivemos que planejar isso desde a quarta temporada porque o carro da cruz branca esteve no episódio 4x13. Muitos aspectos da história do Grady Memorial nós já havíamos deduzidos desde então.


Emily tem comentado o sentimento de que havia mais histórias da Beth para contar.

Scott M. Gimple: Certamente havia muito mais da personagem para explorar. A perda dessa personagem foi incrivelmente trágica, terrível e dolorosa. Não trabalhar com a Emily é tremendamente duro. Adorava trabalhar com ela. Por que foi a hora dessa personagem sair? Queríamos contar uma história sobre uma personagem que descobriu ser forte todo esse tempo. O que quer que tenha sido dado a ela trouxe à tona toda essa força. No final, alguém que queria parecer forte – uma pessoa comprometida [Dawn], acabou terminando a vida dela, o que é simplesmente uma história trágica. Não é uma história divertida ou um história que encaremos com leveza. Beth não morreu porque ela era fraca; Beth morreu porque ela era forte e isso foi doloroso, e não é divertido e não deve ser encarado com leveza – e não o fazemos. Muitas coisas acontecem na série de forma trágica. Como esses personagens seguem em frente? O que os motiva a continuar depois disso?

Emily disse que gostaria de ter visto uma história sobre crescimento no apocalipse – mas parece que esse é o arco de Carl. Isso é parte do porque de ser sua hora de sair?

Scott M. Gimple: Acho que ela está completamente certa. Eu adoraria contar mais histórias da Beth, Bob (Lawrence Gilliard Jr.) e [Maggie e do pai de Beth] Hershel (Scott Wilson). Essa série tira coisas – da gente como contadores de histórias e do público; é o contrato que fazemos quando iniciamos isso porque esses personagens perdem algo e precisamos sentir o que eles sentem – precisamos sentir essas perdas – e sentimos de todas as formas.

Como a morte de Beth muda Maggie? Ela não teve tempo para lamentar Hershel e não pareceu procurar – ou lamentar – por Beth até esse episódio.

Scott M. Gimple: A reação de Maggie com relação a Beth, no geral, é muito explorada sobre o quão devastador isso foi para ela. Isso a destrava. É interessante quando as pessoas dizem que Maggie não procurou por Beth, um rastreador perito seguiu um carro que dirigia fugindo o mais rápido possível e não encontrou sinal dela. Por isso, Maggie estaria pedindo para voltar ao Terminus, de volta à rota precária que seguiram até o Terminus em direção a um lugar onde Daryl, quem deu o que pode e possuía habilidades de rastreamento, havia perdido o veículo. Isso teria sido um pouco demais para Maggie pedir às pessoas – ou para que ela acreditasse que poderia encontra-la quando Daryl não pode e quando o próprio Daryl desistiu.

E sobre Maggie seguir em frente? A morte de Beth vai mudar Maggie fundamentalmente?

Scott M. Gimple: Isso é algo que Maggie vai ter que encarar e algo que poderá deixa-la em pedaços.


Houve especulações de que Beth poderia ter um caso de amor para Daryl. Isso foi algo que vocês chegaram a cogitar?

Scott M. Gimple: Não gostaria de definir isso de uma forma ou de outra como algo que deveríamos ter feito. Esses dois personagens atingiram um nível incrível de intimidade e se ajudaram muito de forma muito significativas. Daryl vai ficar destruído por isso ter acontecido. Ter visto sua reação – de raiva e angústia – diz muito.

Dawn queria matar Beth? Como Daryl vai responder por tê-la matado – e perdido Beth?

Scott M. Gimple: O que eu acredito ter acontecido é que a arma estava nas mãos de Dawn e não era exatamente para matar Beth. Com relação à morte de Dawn, não há nada em Daryl que poderia ter evitado que ele a matasse. E se ele não tivesse feito isso, acredito que Rick o faria. Esse é um evento que define quem Daryl vai ser daqui pra frente.

Beth fez tudo o que pode para salvar Carol. A Carol vai ter algum tipo de remorso por ter sobrevivido?

Scott M. Gimple: Remorso – ou culpa – é algo para o que vai acontecer na história. Não é a parte principal, mas é um elemento. Não quero ser muito específico nessa parte.

E Noah, isso faz dele uma força para ser reconhecida, considerando que Beth o salvou?

Scott M. Gimple: Acredito que ele se sinta em débito com Beth, por isso, sim.

O plano de Rick era para entrar abrindo fogo e Tyreese (Chad L. Coleman) e Daryl votaram por uma troca pacífica de reféns. A morte de Beth vai remover essa abordagem pacífica com relação aos vivos nesse mundo para Rick?

Scott M. Gimple: Isso vai cimenta-lo mais com relação a isso.

Morgan encontrou um mapa de Abraham com um aviso para Rick ir a Washington. Ele vai começar a ir para lá ou vai cruzar caminhos com o grupo antes de sair tanto do rumo?

Scott M. Gimple: Ele tem o mapa e isso diz algo. Ele tem uma trilha de vestígios massiva. Agora, Rick e o seu grupo não necessariamente vão seguir para Washington, mas é algo. Morgan sabe que Rick Grimes pode estar vivo e pode estar em algum lugar por perto e talvez nesse caminho. É algo. Morgan se sentou e rezou [na igreja] e então riu da ideia de rezar e aí ele encontrou o mapa. Por isso, talvez seja uma intervenção divina.


Como seria uma reunião em potencial entre Morgan e Rick?

Scott M. Gimple: Esses dois caras estão em lugares bem diferentes – cada um deles – de onde se viram pela última vez. Rick parece um pouco mais com o que Morgan era quando viu Morgan pela última vez [em sua comunidade cheia de armadilhas] e Morgan parece um pouco com o que Rick era quando nós os vimos pela última vez juntos. Por isso o roteiro, potencialmente, já foi lançado.

A ação do Padre Gabriel custou a igreja ao grupo. Para onde ele vai agora?

Scott M. Gimple: Ele está apenas dando seus primeiros passos nesse mundo percebendo o que ele realmente é e qual seu papel nele. Ele não vai ter uma jornada fácil. Ele está descobrindo o que está acontecendo e quem ele é.

Três fixos da série já foram mortos até agora na temporada. O quão mortal podemos esperar que o resto da temporada será para os fixos?

Scott M. Gimple: Na próxima metade da temporada, o grupo vai está mais de pés no chão emocionalmente, substancialmente mas não literalmente (risos). Eles vão se ver em circunstâncias bastante diferentes. Eles vão passar por isso emocionalmente e vai ficar mais difícil para eles antes de ficar mais estranho para eles.

Mais estranho?

Scott M. Gimple: Sim. Não quis dizer melhor! Quis dizer mais estranho.

Robert Kirkman disse no Talking Dead que vocês vão apresentar um personagem gay proeminente dos quadrinhos na próxima metade da temporada. Isso indica Aaron – e a chegada do grupo a Alexandria?

Scott M. Gimple: Há mais de um personagem gay nos quadrinhos de The Walking Dead, por isso, poderia ser o qual você está pensando ou poderia ser algum diferente da revista.

O tema da primeira metade da temporada explorou se o grupo estava “muito perdido”. Há um tema mais amplo ou vai ser a segunda parte disso?

Scott M. Gimple: É bem a segunda parte: é a resposta para essa pergunta.

The Walking Dead irá retornar com a segunda parte da quinta temporada no dia 08 de fevereiro de 2015 na AMC e no dia 10 de fevereiro de 2015 na FOX Brasil.

Nenhum comentário:

Postar um comentário