domingo, 9 de novembro de 2014

Momentos mais assustadores de Resident Evil


Nesse texto especial, membros da equipe do REVIL comentaram quais foram os trechos mais assustadores ou os maiores sustos que eles tomaram jogando Resident Evil.

Tire as crianças da sala, tome o remedinho do coração. A gente vai voltar para os momentos mais tensos do mundo do survival horror!

Ciro Guedes (Death Touch):

Cerberus quebrando a janela (Resident Evil)

Sendo extremamente clichê, um dos momentos mais assustadores da franquia é o cachorro quebrando as vidraças em Resident Evil, para PlayStation.

Não só eu nunca tinha passado por nenhuma situação semelhante com um video game antes (como o jogo tentar e ser bem sucedido em me dar um susto), como eu também tinha apenas 6 anos de idade.

“Você disse que um cachorro pulou a janela?”

Acho que podem imaginar o tipo de impressão que aquilo causou em mim, com aquela idade. Não adiantou muito o fato de eu ter um leve medo de cachorros, que, talvez, tenha sido gerado daí, vai saber. Simplesmente não havia nada que tivesse me preparado para esse momento até então.

Ashley vs. Armaduras (Resident Evil 4)

O segundo melhor momento (ou pior, depende de como você encara ou não o medo) é sem dúvidas em Resident Evil 4. A parte em que ganhamos controle de Ashley Graham e somos obrigados a nos virar somente com itens do cenário e uma lanterna por salas e corredores escuros e recheados de inimigos me causou uma grande tensão, bem acima do meu normal jogando qualquer survival horror.


Veja bem, eu não estava encarando Resident Evil 4 como um jogo de survival horror, muito menos remotamente aterrorizante, então quando o jogo me retira todos os itens, armas, munições, granadas e todo o resto de meu arsenal, que me fez me sentir hiper seguro até então e me coloca na pele de uma personagem sem nada… e eu sabendo do que esses inimigos eram capazes? Vish. Foi tensão pura. Só posso lamentar esse ter sido apenas um pequeno segmento genial num jogo que outrora considero apenas divertido (fora do contexto de Resident Evil).

Leonardo Ferreira (r¢dfield)

Cemitério da Ilha Rockfort (Resident Evil CODE: Veronica)

É complicado tentar não citar momentos memoráveis como o encontro com o primeiro zumbi em Resident Evil 1 ou o cachorro saltando da janela no mesmo jogo, porém o que eu tenho para compartilhar é uma memória pessoal de uma jogatina de Code Veronica com meus primos. A história na verdade começa um pouco triste, porque eu sempre quis ter um Playstation 1 para poder jogar os outros jogos de Resident Evil, porém acabei ganhando um Dreamcast de aniversário. A tristeza se converteu em alegria quando fiquei sabendo que o DC iria receber um Resident Evil exclusivo e vocês não precisam adivinhar qual foi o primeiro jogo que eu comprei. Para celebrar essa ocasião tão especial, a arrumação tinha que ser digna… Todos os meus primos foram convidados e fizeram questão de preparar o ambiente: Pesados cobertores nas janelas, mais grossos que as cortinas para não deixar passar 1 fio sequer de luz, som no máximo e de repente o dia ensolarado parecia completa noite.


Comecei a jogatina e o clima de excitação estava no máximo. O som altíssimo ajudou a deixar todos meio apreensivos, somados a gráficos que nunca tínhamos visto antes já era o suficiente para fazer o meu primo mais novo estar encolhido atrás de uma almofada. Logo no começo do jogo, após interagir com o primeiro personagem do jogo, recolher algumas munições e pegar uma faca, sai da sala e quando fui subir as escadas para o cemitério… TUM-DUM, TUM-DUM… O coração de Claire batia acelerado, já estávamos desesperados e… Nada aconteceu. Dei alguns passos para comprovar que foi um ledo engano. Do nada o caminhão EXPLODE fazendo um som ensurdecedor e eu juro por deus, meu primo saiu correndo da sala chorando.

Leonardo e primos pós-explosão do caminhão no cemitério da Ilha Rockfort.

Os momentos seguintes foram puro desespero, vários zumbis se erguendo dos túmulos e eu tinha apenas uma SIMPLES FACA. Para completar a emoção as minhas tias invadiram a sala achando que algum de nós tinha batido no meu primo menor que estava chorando trancado no banheiro. Não preciso dizer que eu morri – em menos de 5 minutos de jogo.

Claudio Corrêa (Justweevil)

Sala dos Corvos (Resident Evil)

Um dos momentos mais marcantes com o primeiro jogo foi, com certeza, passar pelo corredor onde o primeiro Cerberus aparece quebrando a janela e correndo atrás de você.


No mesmo jogo, ainda, tive um belo susto na sala com o puzzle dos quadros. Eu saí apertando todos os botões, e acabei provocando aquele choque nos corvos que ficam empoleirados na sala. Com o barulho das asas batendo e dos gritos que eles davam, eu até soltei o controle e passei para o amigo do lado continuar jogando.

O primeiro Hunter (Resident Evil)

Um dos pontos mais tensos e assustadores em Resident Evil 1 é aquele que você pensa que está tudo tranquilo e acontece algo que te faz chorar e sair correndo de frente da TV. Um desses momentos é quando você consegue resolver os puzzles na guardhouse e tem que voltar para a mansão com as chaves que dão acesso a outras áreas. No momento em que você está de volta e sai pelo corredor, uma pequena cena é mostrada de alguma coisa correndo em direção da mansão em uma velocidade muito rápida. Ao mesmo tempo em que a ‘coisa’ corre, ela começa a abrir as portas, mostrando assim seus braços e mãos em forma de reptil.


Ao tomar o controle do personagem novamente, você ouve um barulho de porta fechando atrás de você… e passos. Quando você volta para ver o que está acontecendo, um monstro PULA e te dá aquele susto.

Cláudio, sobre Hunters: “CREIDEUSPAI”.

Sim, os Hunters e seus pulos, as garras afiadas e seu longo alcance fazem desse personagem além de assustador, perigoso e mortal.

Bruna Mattos (Yuna)

O primeiro Licker e o Licker na sala de interrogatório (Resident Evil 2)

Resident Evil 2 começa com você pensando que ir para a delegacia é uma boa ideia. Esse plano se prova péssimo logo nos primeiros minutos. Quando você decide seguir pela porta grande da esquerda, surge uma pequena e nada agradável surpresa. Antes de deixar essa mesma sala pela outra porta… uma figura surge na janela. E aí caso você não tenha borrado as calças ainda, você decide seguir para o corredor. Uma poça de sangue, uma pessoa destroçada… alguma coisa pingando do teto e:


Nessa parte do jogo o susto fica mesmo com o momento na janela. O Licker passa muito rápido e você só fica com aquela sensação de “eu vi alguma coisa D:” e instantaneamente bate o receio de seguir em frente e dar de cara com aquele monstro que a gente ainda não conhecia. Quando você joga Resident Evil 2 pela primeira vez, geralmente o encontro acontece logo nos primeiros minutos de gameplay (se você decide ir logo pela porta grande). Temos pouca munição disponível e certamente tomamos muito cacete dos zumbis lá fora, o que torna o encontro ainda mais assustador.  O que vem em seguida é justamente um dos momentos e cutscenes mais marcantes da série, com a criatura que tem um dos designs mais legais dos jogos de survival horror.

Os Lickers também se tornam inesquecíveis por causa de um outro momento particular, quando entramos nas salas de interrogatório. Estamos lá cuidando das nossas vidas, apenas explorando e buscando itens e munição quando:


Essa parte torna Resident Evil 2 totalmente não recomendado para cardíacos e pessoas que tem pouco controle dos esfíncteres.

Labirinto dos Comillos (Resident Evil 4)

Resident Evil 4 acaba se tornando um jogo batido pra muita gente porque é bastante popular. A grande parte das pessoas jogou ele demais, então boa parte das surpresas e segredos acabam sendo “decoradas” e boa parte do gameplay perde o charme inicial, tornando tudo meio automático. No entanto, não é porque a gente acaba se “acostumando” com o jogo e não quer dizer que Resident Evil 4 não tenha sua parcela de momentos assustadores. A parte mais tensa do jogo, na minha opinião, é o labirinto com os Comillos.


Labirintos são lugares péssimos não só por serem estreitos e claustrofóbicos, mas porque você simplesmente não sabe direito para onde está indo. Talvez virar na curva lá na frente signifique dar de cara com um beco sem saída. No labirinto do castelo de Salazar é pior: você pode dar de cara com um cachorro furioso, infectado com Plagas (e que causam um dano danado no Leon). Para fechar tudo com chave de ouro, você percorre todos os corredores do labirinto ouvindo os rosnados dos Comillos e/ou passos deles na grama.

Nemesis quebrando a janela da RPD (Resident Evil 3)

Pessoalmente, esse é o momento assustador mais marcante. Eu conheci a série jogando Resident Evil 3, então esse foi o primeiro susto que a série me proporcionou e até hoje, na hora de passar por aquela janela, bate um receio.


Chegar na delegacia já causa um enorme impacto, porque vemos o Nemesis matando o Brad de uma forma bastante violenta. Depois do choque da cena, a ficha cai: “essa coisa aí vai vir atrás da Jill agora?”

Seguindo a doce ilusão de que a delegacia é um lugar seguro (porque a gente nunca aprende, né?), achamos que fechar aquela porta grande vai manter o monstro lá fora. Na primeira vez que joguei Resident Evil 3, o pensamento que nunca saía da minha cabeça enquanto eu estava dentro da RPD era “quando eu abrir a porta principal, ele vai estar lá. Para onde vou fugir? Como eu vou enfrentar aquele monstro?”

Como eu imagino a Jill correndo na R.P.D depois de o Nemesis pular a janela.

Depois de abrir a sala dos S.T.A.R.S, você desce as escadas do segundo andar e ouve um barulho de vidro… a trilha sonora muda… a única opção viável é correr como se não houvesse amanhã até chegar ao hall principal da delegacia.

Esses são os momentos que nós consideramos mais assustadores ou os maiores sustos que tomamos com Resident Evil. E vocês? Em qual parte dos jogos vocês pensaram em desligar o videogame, jogaram o controle pro alto ou deixaram escapar um grito?

Via: REVIL

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