segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Análise da demo de Resident Evil: Revelations 2


Com as demos divulgadas durante a Tokyo Game Show, finalmente pudemos ver um pouco do que a Capcom preparou para os fãs em Resident Evil: Revelations 2. O jogo, além de trazer Claire Redfield de volta e de colocar Moira, a filha do icônico Barry Burton no meio da trama, chega com a promessa de manter o clima de terror e suspense do primeiro Resident Evil: Revelations, o que pode inclusive significar uma volta definitiva as origens da série no survival horror.

Vários sites que tiveram acesso a demo durante a feira publicaram suas impressões sobre a jogabilidade, o clima e até mesmo algumas novidades sobre a trama do jogo em si. O Eurogamer aponta Resident Evil: Revelations 2 como um passo cauteloso da Capcom em uma franquia que estava em crise, por conta de decisões controversas na produção dos recentes jogos, especialmente Resident Evil 6.


O site ainda comenta que Resident Evil: Revelations 2 mantém o mesmo clima e atmosfera do primeiro Resident Evil: Revelations, o que é uma decisão bastante acertada, já que isso invoca de novo as raízes do survival horror que ficaram perdidas nos últimos tempos. O sistema de jogo se assemelha bastante ao do primeiro Resident Evil: Revelations, com a câmera em terceira pessoa, pouca munição e tensão quase constante. A possibilidade de trocar de personagem a qualquer momento é interessante, já que Claire e Moira tem habilidades diferentes: enquanto Claire é responsável pelas armas e pelo combate direto, Moira tem sua lanterna que tonteia os inimigos e apenas um pé-de-cabra como arma, apesar disso, a filha de Barry atua muito bem em conjunto com Claire na hora de matar os inimigos poupando munição: o jogador pode usar Claire para distrair os Afflicted, e trocar para Moira e desferir um ataque mortal com o pé-de-cabra, se livrando assim do perigo. Entretanto, esse tipo de solução é útil somente quando há um ou dois inimigos no cenário, já que quando houver uma quantidade maior, a furtividade será sempre a melhor escolha, ainda mais com o novo sistema de andar agachado pelo cenário, algo bastante parecido com o que acontece no aclamado The Last of Us. O pé-de-cabra de Moira, pode inclusive ser usado para arrombar algumas portas que Claire não é capaz de abrir com chaves comuns.


O jogo não terá nenhum tipo de barra de energia, e esse sistema será bastante semelhante ao do primeiro Resident Evil: Revelations, onde ao sofrer ataques a tela vai ficando cada vez mais vermelha, até que o jogador use algum item de cura para recuperar-se do dano sofrido.

Os Afflicted, inimigos mais comuns do jogo, tem movimentação bastante semelhante a dos Ganados, podendo rapidamente cercar o jogador, ainda mais que os ambientes são tão claustrofóbicos e apertados quanto os do primeiro Resident Evil: Revelations, o que dificulta bastante a vida do jogador, considerando-se que os Oozes eram bastante lentos.


Ao acordar na prisão, Claire toma as rédeas da situação por sua experiência em situações como aquela e busca conduzir Moira fazendo com que a jovem não perca o controle. Ambas estão usando braceletes que medem o status de infecção de seus organismos. Elas são constantemente contactadas por uma misteriosa voz feminina, que as observa o tempo todo (Evil is Watching), sempre as atormentando nos momentos mais inoportunos, trazendo ainda mais pânico para a situação.

A progressão da dupla dentro da prisão se dá de forma lenta e gradual, já que os recursos são escassos e elas encontram uma quantidade considerável de ex-detentos transformados em Afflicted, que de acordo com descrições, costumam esconder-se atrás de portas, ou em cantos escuros para atacar Claire e Moira de surpresa, garantindo uma boa dose de sustos ao longo da jornada.


A prisão apresenta uma atmosfera bem sangrenta, lembrando alguns dos cenários mais “gore” de Resident Evil 4, com corpos dentro de sacos, cadáveres empalados, entre outras bizarrices, entretanto, a reação de Claire a isso é bastante normal, e isso traz um impacto um pouco negativo, já que todo o clima de terror e desespero que os cenários do jogo tentam criar, são refreados por Claire que recebe aqueles elementos com bastante normalidade, não sendo impactada por tudo que está a sua vota.

O Eurogamer ainda comentou que em média, cada episódio do jogo deve proporcionar ao jogador em torno de 3 horas de gameplay, resultando em um total de em torno de 12 horas no jogo completo, tempo bastante próximo ao que se leva para terminar Revelations 1 pela primeira vez.


O site Kotaku também fez uma análise da demo, e destacou alguns outros pontos interessantes, veja:

·        Os personagens estão em um áreas escuras e assustadoras, e encontram inimigos que aparecem sozinhos ou em grupos de pequeno número.

·        Conservar munição é primordial e a prisão tem muitas portas fechadas, fazendo com que seja importante explorar o ambiente para encontrar chaves.

·        A demo começa com Claire acordando trancada na cela de uma prisão, mas quando a protagonista se aproxima da porta, ela se abre automaticamente. Em seguida, percorrendo um corredor, Claire encontra Moira Burton.

·        A filha de Barry não se envolve diretamente no combate porque se recusa a usar uma arma. Esse detalhe tem relação com algum ponto importante da trama que ainda não foi revelado.

O site Destructoid, também destacou alguns pontos que não foram listados acima:

·        Moira é desbocada e, logo depois de o primeiro inimigo ser derrotado, ela já começa a soltar frases com alguns palavrões.

·        Depois de atravessarem uma certa parte da prisão, Claire encontra uma arma e tenta entregá-la para Moira. A garota recusa prontamente dizendo “não vou empunhar uma arma de novo, não depois do que aconteceu”. Sem mais detalhes.

E vocês, caros leitores? Assistiram aos videos de gameplay? O que acharam? Conte-nos a sua opinião aqui no campo de comentários!

Via: REVIL

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