segunda-feira, 26 de maio de 2014

In the Flesh vai além do apocalipse zumbi e novas séries sobre mortos-vivos

A jornada do protagonista Kieren Walker nos ajuda a entender melhor como funciona a Síndrome do Falecimento Parcial e mostra a história do ponto de vista de um ex-zumbi

“A grande novidade é o fato de ela tratar não de um apocalipse zumbi, mas do que aconteceu depois dele. A gente não está acostumado a ver muita coisa assim na TV e no cinema. O que ficou de ‘herança’ desse tempo?”, destaca Alexandre Cavalcante, editor do site Apaixonados por Séries.

Ele está se referindo à série britânica In the Flesh, cuja 2ª temporada atualmente está sendo transmitida pela BBC Three no Reino Unido. Desde sua estreia por lá em 2013, o seriado também vem ganhando fãs aqui no Brasil.

UMA NOVA ABORDAGEM

O roteiro da produção se pauta no que aconteceria pelo mundo caso uma cura para o vírus-zumbi fosse descoberta. In The Flesh mostra a ascensão dos mortos, a história do personagem Kieren, que é afetado pela PDS”, diz Gabriel Portela, fundador da fan page In the Flesh Brasil.

Fugindo da premissa de pessoas vivas sendo infectadas, na série dramática, todos aqueles que morreram antes da chamada Ascensão, que na trama acontece em 2009, se levantaram dos túmulos, infectados por algo que só atingiu quem já havia morrido.

Na história, não existem mais mortos-vivos e sim os portadores da PDS, sigla em inglês para Síndrome do Falecimento Parcial, que passam a ser reinseridos na sociedade depois de tratados em instituições médicas do governo.

E passamos a conhecer detalhes dessa reinserção por meio do protagonista Kieren Walker, um garoto de 18 anos que será levado de volta para sua família.

NÃO É APENAS UMA SÉRIE DE ZUMBIS

Conforme a história se desenrola, é possível até mesmo nos identificarmos com muitas das situações vividas pelo protagonista Kieren, sua amiga Amy e os portadores do PDS.

“É uma alusão a usuários de drogas, ex-presidiários e até mesmo homossexuais que sofrem rejeição pela maior parte da sociedade, incluindo muitas vezes a própria família”, enfatiza Thiago Vitezi, do site Universo Zumbi.

Em In The Flesh, os mortos-vivos são levados a instalações do governo, onde recebem uma vacina e são tratados para serem reinseridos na sociedade

O Saraiva Conteúdo assistiu aos três episódios da primeira temporada e pode afirmar que há momentos em que você até esquece que a série se trata de mortos-vivos. No final das contas ela consegue explorar o tema de uma maneira que a perseguição dos zumbis fique em segundo plano.

In the Flesh não é uma série voltada para o público padrão de mortos-vivos e que queira apenas ver matança e tiroteio, mas sim para um público que se interesse por críticas sociais”, comenta Thiago Correia, mais conhecido por seu pseudônimo Sky, fundador do blog Nerd Maldito.

Assista ao trailer de In The Flesh:


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