quarta-feira, 16 de abril de 2014

Novo estudo descobre que Guppies (Lebistes) podem se reproduzir APÓS morte!


Os machos dos lebistes (peixe ornamental) são capazes de se reproduzir por até 10 meses após sua morte, de acordo com a nova pesquisa da Universidade de Califórnia, Riverside.

Isso é possível devido a fêmea de lebiste ter a habilidade de armazenar esperma dentro de seus corpos, “estocando” até o tempo certo de fertilização. Sendo que, as fêmeas normalmente vivem muito mais que os machos – 2 anos comparados com 3 ou 4 meses dos machos – isso significa que os machos conseguem ainda engravida-las mesmos após morrerem.

O estoque a longo-prazo de esperma fornece vários benefícios para a sobrevivência do lebiste.

“Fêmeas adultas de Lebiste são as nadadoras mais fortes e agora sabemos que são as melhores para colonizar novos habitats,” disse Reznick para UCR Today. “O estoque a longo prazo significa que mesmo uma única fêmea, pode colonizar um novo local e estabelecer uma nova população que tenha uma quantidade razoável de diversidade genética, desde que descobrimos que as antigas e maiores fêmeas podem carregar espermas de muitos machos”.

Cientistas já sabiam que as fêmeas podiam armazenar espermas, de acordo com Science Daily, mas este estudo traz uma nova visão de até quanto tempo elas podem armazenar.

“Além de aprender sobre a estocagem de esperma, essa é a pimeira vez que estamos aprendendo sobre as enormes diferenças na expectativa de vida entre as fêmeas e os machos,” conforme o Professor de biologia da UCR, David Reznick para o UCR Today. “Se fossemos utilizar os machos para estimar uma geração, essas diferenças significam que, com sorte, as fêmeas viverão por 3 gerações.”

A pesquisa não monitorou o armazenamento de esperma por mais de 10 meses, de acordo com o resumo do artigo. Isso significa que talvez as fêmeas possam armazenar por muito mais tempo, onde é preciso mais estudos para determinar o tempo real de armazenagem.

Os lebistes têm “nadado” em várias manchetes ultimamente. Em fevereiro, um estudo britânico descobriu que as fêmeas tendem a fazer “amizades” com outras menos atraentes, para que com isso se sintam mais desejáveis em comparação à sua “amiga”.

E também foi provado que o inverso também é verdadeiro: quando as fêmeas de lebiste não estão receptivas para acasalar, elas passam o tempo com fêmeas mais “sexys”, onde ela acaba conseguindo que atenções indesejadas sejam evitadas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário