segunda-feira, 31 de março de 2014

Cientistas descobrem os segredos das baratas zumbis


Cientistas israelenses descobriram recentemente como a picada de uma vespa joia controla a mente de uma barata, abrindo a porta para a compreensão da neurobiologia do livre arbítrio.

O Dr. Ram Gal, um cientista da Ben-Gurion University em Be’er Sheva, Israel, que lidera o estudo conta:
“A picada no cérebro é o passo mais importante em um processo altamente especializado [de "zumbificar" sua vítima]. Isso faz com que os sistemas sensorial e motor da barata funcione bem, mas algo a mais muda. Nos humanos, chamamos esse algo de livre arbítrio.”
O que a vespa faz depois disso é digno de qualquer filme hollywoodiano de terror, zumbis ou coisas do tipo.

O processo para criar uma barata escravo zumbi começa quando uma fêmea grávida de vespa joia precisa de uma incubadora para seus ovos fertilizados. É aí que entra a pobre barata. Observando sua incubadora móvel, a vespa se aproxima e pica no tórax, paralisando as patas dianteiras momentaneamente.

Enquanto a barata está paralisada, a vespa insere seu longo ferrão na base da cabeça da barata e injeta um coquetel de veneno no cérebro, causando dois efeitos. O primeiro é fazer com que a barata comece a se lamber obsessivamente, mantendo-a ocupada enquanto a vespa se afasta até encontrar um ninho, e o segundo é, enfim, transformar a barata em um escravo subserviente. A pergunta anterior para a qual os pesquisadores buscavam respostas era como a vespa conseguia encontrar o minúsculo cérebro da barata.

Acontece que o ferrão na vespa tem dois tipos de sensores: um para tato e um para paladar, ambos necessários para encontrar o cérebro. O outro mistério que ainda precisa ser solucionado é o que exatamente há no veneno e como isso interage com o cérebro da vítima. Finalmente, os pesquisadores esperam poder explicar como as vespas tomam o controla do livre arbítrio da barata.

Eles acreditam que a resposta resultará em aplicações para outros animais e até para pessoas. O Dr. Ram Gal explica:
“Os insetos, na verdade, não são tão diferentes assim dos humanos. A principal diferença está na complexidade, mas as bases são as mesmas. Achamos que se entendermos a representação interna do mundo externo dos insetos, isso pode nos fazer alguns indícios do que acontece em organismos “maiores” – como o nosso.”
A barata poderia escapar ou lutar contra isso a qualquer minuto. Ela ainda é capaz disso, mas não faz.

Então a história de terror continua. A vespa retorna depois de encontrar um ninho disponível e arranca as antenas da barata. Obviamente faminta após todo esse trabalho, a vespa suga alguns nutrientes das antenas amputadas e, em seguida, leva a barata até o ninho. Ela coloca um único ovo na barata e voa se afastando (não antes de fechar as saídas). O ovo eventualmente eclode, se alimenta do sangue da barata viva e após isso, constrói um casulo dentro do abdômen. Um mês depois… é hora da explosão peitoral alienígena!

Aqui está o processo em detalhes explícitos…


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