sábado, 2 de fevereiro de 2013

Violência, machismo e nudez são algumas polêmicas da franquia Dead Island

Desenvolvido pela polonesa Techland e distribuído pela Deep Silver, o game de ação em primeira pessoa Dead Island foi lançado em setembro de 2011, e é um dos jogos mais polêmicos dos últimos tempos. O título gera discussões até hoje, por todas as decisões tomadas pelo marketing e pela equipe de programação do jogo em si. Mesmo assim, recebeu boas críticas, de maneira geral, e foi um sucesso de vendas.

A capa original de Dead Island, com a silhueta de uma pessoa enforcada


Dead Island é situado em um resort na paradisíaca ilha tropical de Banoi, ao sul do Oceano Pacífico, durante uma terrível epidemia zumbi, que espalha destruição, caos e muitos corpos espalhados por todos os lados. Isolados do mundo, quatro pessoas imunes à epidemia devem sobreviver aos constantes ataques dos zumbis, descobrir o que aconteceu na ilha e escapar. Apesar da ótima premissa, o jogo incomodou muita gente, de maneiras diferentes.

- O seu logotipo

Logo de cara, o nome do jogo no topo da embalagem foi um problema durante o processo de classificação etária nos Estados Unidos. O órgão oficial ESRB não permitiu que a imagem de uma pessoa enforcada fosse mantida na capa do jogo, no lugar da letra I, de ‘Island’. Assim, foi substituída pela versão que você vê abaixo, com um zumbi ao lado da palmeira. Dentro do jogo, e em outros territórios, a pessoa enforcada foi mantida.

O logotipo americano de Dead Island alterado

- A proibição na Alemanha

Em novembro de 2011, o jogo teve sua classificação etária recusada no país, devido aos altos níveis de violência, e o jogo não foi lançado oficialmente dentro do seu território. O USK, órgão regulador da Alemanha, afirmou que a sanguinolência excessiva tornou o game impossível de ser classificado, mesmo se fosse censurado. Curiosamente, países menos tolerantes com violência em games, como Austrália e Japão, lançaram o jogo sem alterações.

- O primeiro trailer

O primeiro vídeo revelado de Dead Island não mostra nada da sua jogabilidade, e conta uma história praticamente independente, sobre uma família de férias no resort. Em um belo trabalho de animação 3D, exibido de trás para frente, e tenso do início ao fim, o trailer mostra um casal sendo atacado violentamente pela filha deles, que se transformou em um zumbi. As imagens ficaram tão realistas que preocuparam grupos de combate a violência contra crianças.


- Uma versão incompleta é lançada

Antes do lançamento oficial, já era possível comprar e pré-baixar Dead Island no Steam – uma prática comum do serviço. O problema é que, por equívoco da própria Deep Silver, a versão disponibilizada não era a final, e estava cheia de falhas. Na lista de erros estavam diversos glitches, como a possibilidade de atravessar paredes e ligar uma visão em terceira pessoa, e até referências à Xbox Live. A empresa liberou um patch no dia do lançamento, corrigindo cerca de 37 diferentes erros.

- A nudez explícita

Um jogador postou no YouTube um vídeo que mostra a personagem Xian Mei sem calcinha. Durante o jogo, ao ser atingida por uma granada, ela cai no chão com as pernas abertas e é possível ver por baixo da sua saia. É estranho pensar que a equipe se deu o trabalho de detalhar o design da personagem até seus genitais… por outro lado, talvez não esperassem que isto se tornaria visível ao jogador final. Evidentemente, isto também passou batido pelos órgãos de classificação etária.

Confira o vídeo clicando aqui.

 Xian Mei, que foi flagrada por um ângulo indiscreto

- O machismo

‘Gender Wars’, uma das habilidades destratáveis da personagem Purna – que aumenta seu dano contra inimigos masculinos – era chamado durante o desenvolvimento de ‘Feminist Whore’ (que pode ser traduzido como ‘Vadia Feminista’). Isto foi alterado na versão final do jogo, mas ainda estava presente no seu código, e descoberto por quem explorou a versão para PCs. A Deep Silver declarou que se tratava de uma “piada interna” de um dos desenvolvedores e que se arrepende da brincadeira.

- As edições especiais com brindes duvidosos

O jogo ganhará em 23 de abril deste ano sua primeira sequência, chamada Dead Island: Riptide. Para o lançamento, a Deep Silver preparou duas edições limitadas. A primeira é a Rigor Mortis, que inclui uma maleta com abridor de garrafa em forma de mão decepada e uma dançarina zumbi. A segunda é a Zombie Bait, que traz o busto você pode ver abaixo. É uma miniatura com 31cm de altura do torso de uma mulher de biquini, com cabeça e braços arrancados. Após o anúncio desta última edição, a empresa pediu desculpas e afirmou que não fará isto de novo.

De mau gosto para muitos, esta é a edição Zombie Bait, de Dead Island: Riptide

O Dia-Z já comentou sobre Dead Island, para conferir mais sobre o jogo clique aqui.

Via: Techtudo

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