segunda-feira, 19 de novembro de 2012

6 países e suas formas de lidar com o apocalipse zumbi

Quando o Dia Z chegar, acredite, você vai querer estar em um lugar tranquilo, vazio, bem protegido e abastecido. Entretanto, a Lei de Murphy tornará essa possibilidade impossível e você provavelmente estará no pior lugar e no pior momento. Ainda assim, você poderá minimizar os danos indo morar em um país onde a crise zumbi não seja tão sentida. É claro, zumbis não respeitam fronteiras e eles andam indefinidamente, atravessando qualquer linha imaginária criada por nós, humanos, para dividir territórios. Mas ainda assim, quando tudo começar, você vai preferir estar em um país onde talvez as autoridades estejam preparadas para o pior.

1) Japão

O Japão é uma ilha. Na verdade, um conjunto de quase 7.000 ilhas. Com uma população gigantesca para um espaço muito restrito, o país é vítima constante de terremotos e maremotos que não raramente causam destruição moderada a alta.

Por ser um lugar extremamente populoso, o Japão deveria ser a sua última escolha para se refugiar de um apocalipse zumbi. Além disso, a cultura japonesa não é exatamente a mais bélica do mundo, deixando assim poucas armas à disposição para defesa e, vamos ser francos aqui, você não acha que uma espada katana daria conta do recado, certo?
A não ser que você se chame Michonne...

Além disso, construções japonesas clássicas não são o melhor exemplo de resistência e apesar dos grandes centros contarem com grandes prédios de concreto, as regiões periféricas ainda constroem de acordo com a tradição com materiais pouco resistentes como madeira e palha de papel. Isso pode ser o ideal para sobreviver a um terremoto onde sua casa venha abaixo, mas será fatal em um apocalipse zumbi.

As polícias japonesas além de tudo não estão preparadas para lidar com um inimigo tão brutal e tão agressivo, sendo bem provável que esse despreparo daqueles que estarão em primeiro contato com a crise zumbi signifique a sentença de morte para todos os demais.

Assim, a não ser que sua paixão por mangás seja maior do que seu instinto de autopreservação, Japão não deve estar nos seus planos.

2) Índia


Novamente, um país hiperpopuloso, mas dessa vez com proporções continentais com áreas de diferentes climas, além de uma vasta área pouco povoada fora das grandes cidades, ideal para refúgio. Além disso, as regiões montanhosas podem ser ideais para um grande cerco.

Entretanto, estamos falando em um país com mais de 1 bilhão e 200 milhões de habitantes. Se metade destes for infectado pelo vírus zumbi e você se encontrar em uma das capitais superlotadas ou em uma das numerosas favelas com barracos de compensado, papelão e vielas escuras, suas chances irão beirar a zero.

Outro grande problema na Índia é que o crescimento acelerado dos últimos anos foi demais para a infra-estrutura existente no país que possuí mais de 40% da população vivendo com menos de U$1,25 por dia. Com isso, o sistema básico de saúde do país é nada menos do que caótico e uma epidemia zumbi jamais teria um combate efetivo em um lugar tão desorganizado. E em alguns casos, é possível que uma doença de 3º mundo como cólera ou tuberculose te mate antes que os zumbis te alcancem.

3) Rússia

Finalmente um país em que o apocalipse zumbi vai ser só uma "marolinha". Extremamente militarizados e donos de um arsenal que destruíria o planeta umas 200 vezes, os russos contam ainda com um território gigantesco, minimamente populoso e com um dos invernos e verões mais rigorosos do planeta.

Assim, os russos, com seu histórico de completo desrespeito aos direitos humanos e a coisas irritantes como devido processo legal e transparência de atos da administração, reagiria com tolerância zero assim que a epidemia zumbi fosse identificada. Neste caso, não só os infectados seriam sumariamente eliminados, mas bem como os seus familiares, cunhados, vizinhos...

Além disto, os invernos com temperaturas de -70º congelariam qualquer zumbi e os verões ultra secos e rigorosos transformariam os mortos vivos em múmias desidratadas, fáceis de eliminar se aproveitando destes momentos de vulnerabilidade. E com Wladimir Putin em pessoa tomando as medidas necessárias, em pouco tempo a Rússia se veria completamente livre da ameaça zumbi.

4) Estados Unidos

Já foi discutida a questão das deficiências dos americanos frente a um apocalipse zumbi. Mas ainda assim, vale relembrar alguns pontos aqui.

Veja bem, os americanos (ou estadunidenses, como preferir) possuem uma fissura por armas de fogo de alto poder que alguns considerariam como uma espécie de tentativa de compensação por alguma deficiência fálica, mas quem somos nós para julgar? Dessa forma, muitos americanos teriam o armamento necessário para uma defesa de primeiro momento quando os mortos passassem a andar.

Além disto, eles ainda contam com o maior e melhor Centro de Controle de Doenças do planeta, o único até o momento a se manifestar com relação ao preparo da população contra a ameaça zumbi, o que demonstra que estão anos luz à frente de qualquer outra nação neste ponto.

Mas para pesar contra, temos que os americanos possuem uma ojeriza natural a muros e concreto na construção de suas residências, fazendo com que zumbis insistentes após algum tempo consigam entrar em suas casas sem muros e com paredes de compensados de madeira.

Americanos ainda são extremamente dependentes de eletrodomésticos e tecnologia em geral, não só a população, mas até mesmo as suas forças armadas são fortemente dependentes da tecnologia, o que basicamente os condena em um mundo onde eletricidade será uma doce lembrança. Após algum tempo de apocalipse zumbi, é bem provável que somente os caipiras do sul pertencentes a milícias malucas resistam para reerguer o que foi um dia o maior país do mundo.

5) Brasil

Ê Brasilzão... o apocalipse zumbi aqui, em primeiro lugar, seria negado pelas autoridades até o último minuto. Quando fosse impossível esconder o fato de que mortos andam por aí e devoram seres humanos, todos os nossos políticos já estariam em alguma ilha devidamente preparada e abastecida com whisky 18 anos e putas (a.k.a., suas respectivas mães) devidamente estocados para os tempos difíceis onde a população (conhecida por esta classe como "gado") não estaria mais disponível para pagar por todas as regalias consumidas.

Mas pensar que os brasileiros seriam derrotados assim tão facilmente é subestimar a máxima de que "Sou brasileiro, não desisto nunca.". Oras, contamos com a paranoia da classe média e a resistência dos pedreiros espalhados pelo país em jamais usar um material que não o bom e velho tijolo para construções. Ao contrário de sociedades onde materiais mais baratos, leves e impregnados de tecnologia são usados na construção civil, no Brasil, jamais correremos esse risco, pois nunca iremos abandonar os tijolos, cimento e sangue.

Além disso, estamos tão acostumados com as constantes interrupções nos fornecimentos de energia e água por nossas concessionárias incompetentes e gananciosas que quando estes se forem de forma definitiva, mal sentiremos sua falta. Somos uma sociedade preparada para o pior graças à nossa ultra ineficiente administração pública e ao nosso famoso jeitinho brasileiro Adaptações técnicas caseiras para fins de uso cotidiano (gambiarras) já fazem parte do nosso dia a dia e sem dúvida iriam proporcionar cenas interessantes.

No quesito armamentos talvez nos víssemos em uma pequena desvantagem no início já que não somos uma sociedade muito bélica, armas de fogo podem até ser comuns no Brasil, mas velhos trabucos de 1 tiro não são o símbolo de eficiência no combate aos zumbis e é o que mais se tem por aí. Munições também seriam um problema, mas felizmente um bom e velho cano de ferro pode ter uma eficácia moderada na hora do combate e áreas menos populosas estão a distâncias menores do que vistas em outros países.

Além disso, nossos traficantes hiper armados criariam verdadeiros feudos inexpurgáveis com tantas escadas e morros que nem mesmo o mais saudável dos zumbis conseguiria vencer, sendo bem provável que no final, estes locais íngremes passem a valer mais do que ouro.

6) Principado de Sealand

Com apenas 4 habitantes permanentes e 27 ao todo, este principado fundado sobre uma plataforma de observação inglesa da Segunda Guerra é sem dúvida alguma o lugar mais seguro do planeta no caso de uma epidemia zumbi.


A 15 metros acima do nível do mar, construída sobre dois alicerces gigantescos de concreto e com acesso somente por barcos e helicópteros, Sealand é completamente auto-suficiente e poderá se manter por um longo tempo mesmo no caso de um cerco, já que também conta com uma metralhadora anti-áerea da Segunda Guerra.

A família Bates, a liderança máxima do país, recentemente passou a aceitar aplicações para concessão de cidadania de sua nação para aqueles interessados que jurarem defender a pequena, mas orgulhosa nação, de todos os seus inimigos, vivos ou mortos-vivos.

Extraído: Um Zumbi Por Dia

Um comentário: